Você tem celular? Dê uma olhada nele. Já não ficou obsoleto? E provavelmente,
não faz nem um ano que você o adquiriu. É assim mesmo. Hoje, é preciso inovar continuamente em
produtos e serviços. Inovar na distribuição e na busca de novos
clientes. Inovar em logística, em simplificação de sistemas e processos. Inovar em
estratégias de vendas.Inovar para reduzir custos. Inovar para melhorar a qualidade.
Inovar e também inovar-se constantemente. As idéias, grandes ou pequenas, são
o combustível da Nova Economia, na qual se pode ganhar muito dinheiro com o
simples ato de pensar antes de seu concorrente. Ou pensar algo que nenhum
outro colega seu ousou pensar. Empresas investem muitíssimo em pessoas
criativas com a justificativa de que estas possuem o dom da descoberta, que
representará lucros infinitos para a quem neles acreditar.Reunimos neste artigo,
quatro casos de profissionais que saíram à frente de seus concorrentes e se
tornaram alguns dos mais inovadores do mundo. Está certo que os profissionais
citados a seguir são geniais. Mas muitos criaram algo diferente inspirados apenas
em situações cotidianas. Ou seja, seus exemplos podem ajudar você a prestar
atenção nas pequenas oportunidades que surgem todos os dias para inovar. Elas
costumam estar bem à sua frente. A questão é que são poucas as vezes em que
nos damos ao trabalho de enxergá-las. Se temos um problema qualquer, e nos
dedicarmos afinco a resolvê-lo, podemos, de repente, surpreendermo-nos
dizendo:"Eis aqui uma idéia!"
Art Fry, inventor do Post-it
Esse engenheiro teve a idéia do Post-it quando
cantava no coro da igreja. Sua história tornou-se uma
lenda nos anais das inovações: os papéis onde
costumava anotar os hinos religiosos viviam caindo e,um dia,ele decidiu resolver de vez o problema.Na época, Fry trabalhava no desenvolvimento de novos
produtos da 3M e tentava descobrir uma utilidade para
uma cola pouco adesiva criada por Spencer Silver, um
colega de trabalho. Como resultado, nasceu o Post-it,
que é sucesso há mais de 20 anos.
"Para inovar é preciso olhar as coisas de uma nova forma, entender as pessoas,
ter vontade de assumir riscos e trabalhar pesado. Quando eu comecei a falar no
Post-it, ninguém me entendeu. As pessoas nunca tinham ouvido falar em
recadinhos autocolantes que podiam mudar de um lugar para outro. Ninguém
conseguia conceber essa idéia e muito menos acreditar que havia mercado
para ela. As primeiras pesquisas sobre o Post-it mostraram que ele tinha um
potencial de apenas 750 000 dólares em negócios. Bem, tive de começar uma
campanha sozinho para fazer o projeto decolar.Distribuí os tais bloquinhos de
recado para as secretárias e outras pessoas estratégicas dentro da empresa e
me mantive informado sobre como elas os estavam usando. Em pouco tempo
as pessoas perceberam que realmente estavam usando os bloquinhos.Melhor:
já tinham se viciado neles. Precisei brigar para que o projeto não morresse na praia.”