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A maior parte das pessoas não quer perder tempo preenchendo formulários,
reclamando, procurando alternativas. Pouquíssimas pessoas dão-se ao trabalho de
escrever, telefonar, mandar e-mails para veículos de comunicação, denunciando
maustratos quanto aos atendimentos e insatisfações com relação à produtos e
serviços.Veja o seu próprio caso. Qual foi a última vez que você fez uma
reclamação? Quando foi que você escreveu e-mails-denunciando a maneira
grosseira com que foi atendido pelo departamento de cobrança da administradora de
cartão de crédito?
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Em casos assim, a maioria dos
clientes pensa da seguinte forma: “Por que vou me e estressar ainda mais e perder meu tempo fazendo
uma reclamação que não vai nem ser lida? Por que
vou retribuir a falta de respeito ensinando esse
povo a fazer negócios corretamente e, dessa
forma, ajudando-os a lucrarem ainda mais? Nada
disso. Eu quero mais é que eles continuem
fazendo errado mesmo porque assim, cada vez
mais clientes vão agir como eu: mudar de empresa.E essa é a melhor vingança que eu posso imaginar
para eles.” Assim, por falta de manifestação e
atitude dos clientes, inúmeras empresas deixam
as coisas exatamente como estão. |
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"Em time que está ganhando,não se mexe", pensam seus diretores. Ainda não se deram
conta da importância de medir regularmente o nível de satisfação de seu público
consumidor. Muitas empresas estão perdendo seus clientes aos
poucos e não se dão conta disso.Theodore Levitt, professor da Harvard Business School diz que "as pessoas compram expectativas, não coisas". Ele defende que
no futuro, a entrega, o serviço, a confiabilidade, o comprometimento e a qualidade
do atendimento serão muito mais importante do que o produto e a tecnologia
empregada em sua fabricação. Levitt compara as etapas de uma compra (antes,
durante e depois) com as etapas do relacionamento entre casais (namoro, noivado
e casamento). Se existirem provas concretas de atenção, preocupação e respeito,"uma vez concluída" a venda, a relação será sólida e duradoura. Se, ao contrário,
ficar claro que o que o vendedor quer é apenas vender seu produto, nenhum vínculo
será estabelecido e provavelmente a relação irá azedar aos poucos até se romper.
Os clientes de modo geral, mesmo os americanos e europeus, não são muito de
reclamar ou reclamam, mas logo ficam quietos. Já o cliente brasileiro, tão mal
tratado e desrespeitado durante décadas, ainda não incorporou esse hábito.
Quem esperar que o cliente, ainda mais se for brasileiro, se manifeste para então
agir vai esperar sentado. Pior: vai vê-lo atravessar a rua e bater em outra porta.
Portanto, abra o olho. E os ouvidos também. Seja você mesmo o cliente mais
exigente da sua empresa. |
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